Tudo que eu queria era viver num conto de Jorge Amado, eu nem precisava ter dois maridos, e nem viver O Pais do Carnaval, só queria estar na Bahia
de todos os santo, bater um papo com Teresa Batista cansada da guerra nas águas
do Mar morto.
Correr e brincar com os Capitães de Areia, e na Tenda dos
Milagres, ser O amor do Soldado,
Cavaleiro da Esperança, ser a comadre do Compadre Ogum, e celebrar a vida no
Cabaré de Manoela, comendo o vatapá da Gabriela.
Obrigada Jorge, por todos esses contos, todos os meus
sonhos, e todas as coisas que trago como valores, minhas músicas, minha
religião, minhas cores e até amores, meu particular, minha construção e
identidade. Coisas só minhas, não foi na escola, não foi herança, foi graça de
uma vida mal ou bem vivida, foram suas as fontes que me construí, fantasias que
criei, danças que dancei. Talvez eu
tenha perdido tempo demais, sonhando quando deveria estar estudando Atlas.
“Nesta Vida, o que vale é o amor, o resto é tudo Pinóia”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário