
Já me senti escrava de um material que cabe em uma única mão.
Aguardei ansiosa a voz da Clara Nunes tocar.
Meu coração está menor que a palma da minha mão.
A mais famosa rede social, me deixou numa amargura, como se fosse, me corroer por toda a vida.
Escrava, Mulata sem cor.
Escrava, me tornei.
Doem mais que as chibatadas no pau-de-arara.
O mal de minha juventude, o mal do meu viver.
Liberdade, Liberdade, Liberdade !!!!
Quantas, tantas, escravas brancas como eu, se deixam levar, pela tecnologia, criando imagens de seres que gostariam de ser, e quando na verdade os álbuns mostram, os poucos momentos de vida, quando a realidade em frente da maquina, sonham que aquilo seja real.
Eu na verdade, queria que o que vi fosse um pesadelo, mas vi a "realidade".
Essa prisão eu não quero mais.
A sensação de estar sendo excluído do mundo, deve ser a mesma sensação que meus ancestrais sentiam, quando desprezados pela cor, sendo lembrados apenas pela força de seus braços.
Continuarei viva, na vida daqueles que sentem, não mais serei enxergada e querida, através de uma tela de 17'.
LIBERDADE !!!
LIBERDADE !!!
LIBERDADE !!!
Caramba Deby! juro que meus braços se arrepiaram. Lindas e verdadeiras palavras...
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